quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Telemóveis


Ele - Não percebo porque tens três telemóveis...

Ela - Para ignorar a tua chamada três vezes.

sábado, janeiro 29, 2011

Apesar do frio de Inverno, hoje, o fado é de outono. Só porque sim!

Na praça da cidade montam um carrossel e cruzo-me com os miúdos pequenos nalguma visita de estudo, as professoras atentas como sentinelas de uma manada de crias, dois a dois e de mãos dadas, a idade de quem acabou de perder os dentes da frente, uma daquelas tardes sem cor no céu e com o vapor de transpiração infantil nas janelas embaciadas da sala de aula, exactamente como quando na segunda classe a Sónia de olhos azuis e franja de escandinava estragou uma das minhas canetas de feltro molin – logo a vermelha, num estojo de 12. Quando fosse grande como o meu irmão, dizia a minha mãe, receberia um estojo de 48 canetas que parecia um órgão com teclas a tripar LSD. Sónia, se te dei um pontapé na canela foi porque gostava demasiado de ti – quando fazias um desenho a ponta da tua língua equilibrava-te, apertando-se entre os lábios cor de melancia sem sementes. Sónia, se fui mandado para a rua e te deixei a chorar, foi porque desde o primeiro período da Infantil que queria encostar a minha boca nas tuas bochechas cor-de-rosa, tão quentes e pegajosas como a sala de aula naquela tarde, e tu nunca sequer suspeitaste. Sónia, agora que passou tanto tempo, agora que os outros miúdos estão no recreio e nós de castigo, presos na idade adulta, não chores mais porque o rimmel que usas não é à prova de prantos. Sónia, não podia ser mais importante: deixa que a minha boca sinta a tua pele de fim de tarde e prometo-te que um dia vou ter um estojo com 48 canetas de feltro. A vermelha é para ti.

Texto de Hugo Gonçalves

Tirado emprestado DAQUI

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Presidenciais 2011

ELA - Ontem sai de casa Alegre para ir votar.

ELE - Votar… Hum… Que atitude tão Nobre.

ELA - Então porque me sinto tão Encavacada com o resultado?

ELE - Devias ter ficado em casa. O Coelho da mãe estava uma delicia…

ELA - Sabes que nunca fui Defensora das abstenções…

ELE - É no que dá armares-te em Xica Esperta.

ELA - Achas melhor fazer como tu?

ELE - Podias ter votado em Branco.

ELA - Isso é para Nulos.

domingo, janeiro 16, 2011

Muito mais é o que nos une do que aquilo que nos separa...

Já lá vai um tempo que não vinha aqui. E passou-se tanto…

Este ano esqueci-me das passas na noite de reveillon. Em vez disso, comi uma uva e pedi todos os desejos em simultâneo.

Talvez dê sorte.

No dia 1 de Janeiro, não prometi emagrecer, nem deixar de fumar, mas convenci-me que deixarei de ser tão preguiçosa no pouco tempo de ócio que tenho.

O regresso ao blog é um dos meus desafios. Já se passou meio mês e nada fiz, por isso hoje aqui escrevo, para que fique registado, mais que não seja para me “auto-dar-na-cabeça” cada vez que aqui vier e pensar que tenho mesmo que me mexer!

Até já!

sexta-feira, setembro 24, 2010

Sabes que…

Precisas descansar quando trabalhas em Almada e queres ir para casa que fica Sesimbra (sul), mas enganaste no caminho e dás por ti a passar a ponte para Lisboa (norte).

terça-feira, agosto 03, 2010

3 semanas de férias e um Agosto +/- assim

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Semana 1 (6 a 14 de Agosto) - havainas no pé



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Semana 2 (16 a 22 de Agosto) - sandalinha bem alta

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Semana 3 (23 a 27 de Agosto) - pantufas para que te quero



30 de Agosto: back to real life

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Até lá, até já!!!!! :)

terça-feira, junho 29, 2010

sexta-feira, maio 07, 2010

Assim se escreve, em bom pexitês!


Era disto que eu andava à procura quando vi que tinham acabado com o Mundo. Para o bem ou para o mal, este texto já foi repetido e copiado mil vezes, em blogs, sites, mails, e o seu autor enxovalhado como só um bom pexite sabe fazer.

Hoje volto a metê-lo aqui, na integra, como quando foi escrito em 2004 (ou seria já 2005? contaram-me que foi durante uma aula de Cultura Portuguesa).
No final, vão perceber porquê a busca ao fundo do baú.

(Nota introdutória : “pexite” significa ser de Sesimbra. Está para a minha terra, como “alfacinha” está para os de Lisboa)

SER PEXITE É…

1) trocar o fim das palavras acabadas em “o” por “e” (“sogre”, “filhe”, “mercade”, “lence de papel”, “lixe”, “campe”, ‘pexite’, etc.)

2) tratar toda a gente por “balhão”, “soce” e “pariga”

3) começar todas as frases com “epá” e acabar com “estatão”

4) não saber que existe o sufixo ‘lhe’, e quando é preciso usá-lo dizer coisas como “diz a ele”, “dá a ela”, “fiz a eles”

5) estar sempre bêbado

6) andar à porrada com pessoal de fora no Carnaval e acabar as noites no Ginásio

7) passear na marginal (do Caneiro à Doca e da Doca ao Caneiro)

8) ir à 6ª para a Bolina e ao sábado para o Meco

9) dizer coisas como “epá balhão, pa córas é qué o avise?”, e cuja tradução é “A que horas é que é para ir para a pesca?”, ou “Vames pá rabessa”, que não é nada mais que “vamos para o Sol”!

10) estudar na Escola Secundária de Sampaio
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11) saber que as pessoas de Setúbal são conhecidas como “cagaleites”

12) gozar com os “campeneses” (é considerado “campenês” todo aquele que morar depois de Santana – Santana incluída)
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13) saber que Alfarim é uma cidade independente e que comemora o Natal no dia 26 de Dezembro

14) vestir roupa nova na Festa das Chagas
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15) saber a vida de toda a gente

(Epá balhão, nem imaginas come gostei d’escrever iste! Agora só espere que ngm me parta a boca! É questa terra nã é assim tão grande! E aeles que nã me venham dezer que tou armada em esperta porqu’eu goste muite desta terra, soce! Estatão senhores…)

E como eu "goste diste":

Largo das Centinas @ Sesimbra @ Maio de 2010

Até segunda-feira!

E...
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PS: Para qualquer coisa, como insultos, ameaças de porrada e afins, estou no estádio da Luz!!!

quinta-feira, maio 06, 2010

Don't hate the player, hate the game


O meu primeiro blog chamava-se “Meu Mundo Cor-de-Rosa”, estávamos nós em 2004.

O meu mundo abriu-se e ainda tinha só um dia, já era meu e da Taparuere.

Aos poucos foi entrando mais gente, cuja ordem não sei. Homem da Faina, Fli, Tope, Jodi, Ricky, Paris Hilton, Lagarto, uma verdadeira balbúrdia em que ninguém se entendia.

Houve momentos marcantes. Declarações de amor. Fotografias que nunca deviam ter sido tiradas, quanto mais reveladas. Discussões com fartura, umas bem construtivas, outras que por pouco não se tornavam físicas fora da blogosfera. Vivências. Partilhas.

Este blog acompanhou quase todo meu tempo de faculdade e, quando acabou a “escolinha” foi aos poucos desagregando-se. Um a um fomos saindo.

Hoje descobri que o blog foi removido. O ultimo a sair, não só fechou a porta como desmoronou o edifício. Lá dentro, centenas de textos de vários autores que nunca foram publicados em lado nenhum e jamais vamos recuperar ou poder ler. Não vamos poder lembrar, rir ou chorar, porque é como se nunca tivesse acontecido.

Poeira na blogosfera…

Eu fui uma das que abandonou a casa que criei e que durante tanto tempo foi mesmo o meu mundo. Mas esta tarde não gostei de saber que ele não está mais lá.

Hoje desabafo aqui, como muitas fiz no meu blog cor-de-rosa. O “blog da Aninhas” como diziam, mas que era de todos, muitas vezes muito mais deles do que meu.

O meu mundo cor-de-rosa não existe…